Graffiti e graffitices

Hoje em dia, cada vez mais vemos as paredes das cidades cheias de diversidade. Poderia chamar-lhe arte ou rabiscos. Poderia perceber que é uma nova noção de arte ou poderia ver uma arte sem noção. Esta arte poderia ser muito mais considerada, mas fiquemos pelo poderia. E porque não? Porque não pode realmente esta arte ter mais expressão e ser melhor considerada?

O graffiti tem, no meu entender, duas vertentes: a revolucionária e a artística. Por vezes elas tocam-se. Revolucionária: são frases ou desenhos em locais com visibilidade que alertam a população para os problemas da sociedade, já que a rua é o unico espaço em que o povo pode expressar-se e o grafitti a arte com que se pode expressar. A outra via, a artística: que muitas vezes tem um olhar crítico face à sociedade, mas caracteriza-se por um conjunto de técnicas e a utilização de várias cores. Cada pessoa nesta área artística tem um tag (espécie de assinatura).

Qualquer uma das vertentes deve ser feita em paredes degradadas, desgastadas ou sem proprietário. Os graffiti não devem ser feitos numa parede em bom estado a menos que haja autorização do proprietário ou um motivo de força maior. Quando é feito em paredes brancas ou se grafita algo sem significado e sem nenhum tipo de arte isso é vandalismo. Por isso, é necessário que os “grafiteiros” tenham consciência do que fazem.

Existe muitas pessoas a confundir graffiti com vandalismo. Porquê? Porque hoje em dia esse tipo de vândalos usa um tag. E às vezes alguns símbolos revolucionários, como o “A de anarquismo”. E aí existem confusões. Para além de se achar que esses vândalos estão ligados ao graffiti ainda se pensa que estão ligados à ideologia. E esse é um dos motivos para que algumas  pessoas achem que os anarquistas ou os revolucionários são vândalos.

Portanto vejo três problemas neste caso. Os vândalos, os que não sabem distinguir vandalismo de graffiti e o sistema. Os vândalos sempre houve, há e continuará a haver. Os segundos estão certamente a tempo de aprender. E por último o sistema, que continuará a não gostar de pessoas fora da caixa, mas nesse sentido ainda há muito caminho a percorrer.

(Lembrei-me agora que o graffiti é proibido. E aqui entre nós não me parece que seja por causa da vertente artística. A liberdade de expressão transborda por todo o lado. E o medo que eles têm do povo, hein, isso é que dá gosto).

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